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terça-feira, 27 de outubro de 2015

O El nino e o La nina


Entre os inúmeros fenômenos climatológicos que atuam em nosso planeta podemos elencar dois que causam verdadeiros distúrbios no “equibrio” do clima. Neste artigo, conheceremos um pouco de sua atuação, assim como, sua influência no clima global.

O El nino, é assim chamado por ocorrer principalmente próximo ao natal e faz referência ao “menino Jesus”. Ele atua diretamente na diminuição dos ventos alísios na região equatorial provocando alterações nas correntes atmosféricas. Esse enfraquecimento dos ventos alísios ocasiona um desequilíbrio nas precipitações além de uma acentuação da seca.
Isso se dá devido ao resfriamento da superfície do mar ocasionado pela alteração das correntes de ar que passam a soprar de leste para oeste empurrando as águas aquecidas na direção contrária. Enquanto mais quente mais rápido é a evaporação e assim se formam as nuvens, mediante a subida do ar quente e a descida do ar frio na região oposta formando uma célula de circulação conhecida como “Walker”.

cptec
Esse fenômeno precede outro chamado de “ressurgência”, ou afloramento das águas frias do oceano à superfície. Em outras palavras, o El nino é a ocorrência anormal desses dois fenômenos que provoca um super aquecimento das águas do oceano pacifico.
Na América do Sul, os impactos desse fenômeno causa seca forte no Nordeste e diminuição das precipitações no norte; aumento das temperaturas no sudeste e altos índices pluviométricos no sul e o mesmo são sentidos na Colômbia, Equador e Peru.
O La nina atua de forma oposta ao El nino, ele causa o esfriamento anormal das águas superficiais do pacifico modificando o clima em escala global. No caso do La nina a célula de circulação com ventos ascendentes no pacifico e movimentos descendentes no movimento descendentes na América do sul e com ventos de leste para oeste próximo a superfície.
Com os ventos alísios mais intensos mais águas quentes irão permanecer no oceano pacifico, a intensidade dos ventos irá aumentar o fenômeno da ressurgência no pacifico oriental. Durante a atuação do La nina, as regiões norte e nordeste do Brasil tem seu índice de pluviosidade aumentados, assim como a vazão dos rios, no sul do país o efeito do fenômeno ocasiona fortes secas.


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EBC - Agência Brasil
Referências

Enos.cptec.inpe.br – visitado em 27 de outubro de 2015 às 21:13 


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