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ENEM - IMPACTOS AMBIENTAIS NOS BIOMAS BRASILEIROS


Segundo o IBGE, os biomas podem ser entendidos como “grandes sistemas ecológicos definidos, principalmente, pelo clima. Trata-se de uma área com dimensões normalmente superiores a um milhão de quilômetros quadrados em que o clima, a fisionomia da vegetação, o solo e a altitude são semelhantes ou aparentados”. Além da Amazônia, o Brasil conta com mais cinco espaços geográficos que são considerados tantos por biólogos quanto por geógrafos como áreas que agrupam ecossistemas com certa homogeneidade, ou seja, apresentam características similares devido aos fatores naturais que neles atuam.
Os biomas brasileiros são: A Amazônia com aproximadamente 4.196.943 quilômetros quadrados; O Cerrado com extensão aproximada de 2.036.448 quilômetros quadrados; A Mata Atlântica com Extensão aproximada em 1.110.182 quilômetros quadrados; A Caatinga com aproximadamente 844.453 quilômetros quadrados. O Pampa com aproximadamente 176.496 quilômetros quadrados e o Pantanal com 150.355 quilômetros quadrados.



IMPACTOS AMBIENTAIS
AMAZÔNIA
Ocupando totalmente 5 dos 7 estados da região Norte do Brasil, a Amazônia é considerada a maior reserva de biodiversidade do planeta. O bioma é composto pela densa, e cientificamente falando inexplorada floresta equatorial formada por árvores de grande porte; pela maior bacia hidrográfica do mundo. Segundo o IBGE 60% da bacia está no território brasileiro, 40% na América do Sul e 5% da superfície da Terra. Ocupa uma área de planície e de regime pluviométrico bem distribuídos.
Os principais impactos ambientais na Amazônia estão ligados ao desmatamento ilegal promovido pelas madeireiras que atuam longe dos olhos dos órgãos fiscalizadores e acabam por dizimar grandes acres de floresta. Outro fator é a ampliação das áreas de cultivo como a soja e a pecuária que também está sendo introduzida na região. Além desses, a biopirataria também é um dos problemas a serem enfrentados na Amazônia.

MATA ATLÂNTICA
Presente em toda a faixa leste do litoral brasileiro, a Mata Atlântica é um complexo ambiental que apresenta clima quente e úmido e várias formas de relevo. Dentre todos os biomas, foi o que mais sofreu com a ação humana, pois, desde a época da colonização que o bioma é descaracterizado para dar lugar as áreas urbanas brasileiras. O desmatamento das áreas florestais densas foi mais intensificada nos estados nordestinos que hoje apresentam pequenos resquícios dessa cobertura vegetal, apenas nos estados do Sudeste e do Sul é que ela ainda recobre grandes áreas.
O desmatamento da mata ciliar para dar lugar a empreendimentos imobiliários ou para ser  utilizado  na construção de moveis; a poluição de áreas remanescentes provenientes do lançamento de esgoto em riachos e rios; o tráfico de animais e a destruição de seu habitat natural, são os principais impactos ambientais presentes na Mata Atlântica.
CERRADO
De acordo com o IBGE, o “Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e cobre 22% do território brasileiro” ocupando majoritariamente áreas do Centro Oeste. O bioma é considerado o berço dos principais rios do Brasil e da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e grande biodiversidade.
 A vegetação do Cerrado é composta por savanas e o clima atuante é o tropical quente subúmido, com uma estação seca e uma chuvosa. Além dos planaltos, com extensas chapadas, encontram-se também a mata ciliar e a mata ribeirinha. Os principais impactos ambientais presentes no bioma são a atividade garimpeira, o assoreamento dos rios, a mineração, a pecuária extensiva e as monoculturas.
CAATINGA
A Caatinga, está presente em boa parte do Nordeste do Brasil, e apresenta uma vasta riqueza de ambientes e espécies exclusivas do bioma. O clima seco e quente resulta numa vegetação de savana estépica, espinhosa e decidual (quando as folhas caem em determinada época). Há também áreas serranas, brejos e outros tipos de bolsão climático mais ameno. Os principais impactos ambientais da Caatinga consistem no desmatamento e nas queimadas.
PAMPA
Os pampas sul-americanos, estão presentes no sul da America do Sul, e no caso do Brasil apenas no Rio Grande do Sul e é marcado por clima chuvoso, sem período seco regular e com frentes polares e temperaturas negativas no inverno. O relevo presente neste bioma é bem nivelado característicos de vastas áreas de campos. O principal impacto encontrado neste bioma é a pecuária e a retirada da cobertura vegetal deixando, assim, os solos expostos a erosão.
Pantanal
No caso do bioma Pantaneiro presente nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso é caracterizado por inundações de vastas áreas de planície que provocam alterações tanto no ambiente,quanto na vida da fauna e das populações locais. Assim como no cerrado, a vegetação predominante é a savana. O principal impacto está presente na cobertura vegetal original de áreas que circundam o Pantanal foi em grande parte substituída por lavouras e pastagens.
Fontes Consultadas
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POSTADO POR RONALDO OLIVEIRA
GRADUADO EM GEOGRAFIA
FORMAÇÃO TÉCNICA EM AGROEXTRATIVISMO
FUNDADOR DO BLOG OBSERVATÓRIO HISTÓRICO GEOGRÁFICO,( PROJETO INICIADO EM 2014) .TRABALHA COM TEMAS RELACIONADOS A TERRITORIALIDADES EM ESPAÇOS PÚBLICOS (GEOGRAFIA URBANA) E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA.




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O bioma manguezal

Manguezal ou mangue é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais. Associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais.

A cobertura vegetal do manguezal instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra.
O termo "mangue" também se aplica às espécies arbóreas características desse habitat.
O solo do manguezal caracteriza-se por ser úmido, salgado, lodoso, pobre em oxigênio e muito rico em nutrientes. Por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição, por vezes apresenta odor característico, mais acentuado se houver poluição. Essa matéria orgânica serve de alimento à base de uma extensa cadeia alimentar, como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.
Em virtude do solo salino e da deficiência de oxigênio, nos manguezais predominam os vegetais halófilos, em formações de vegetação litorânea ou em formações lodosas. As suas longas raízes permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.

Os manguezais são encontrados ao longo de todo o litoral brasileiro, onde as principais espécies de árvores típicas deste bioma são:
Rhizophora mangle (mangue-vermelho) - próprio de solos lodosos, com raízes aéreas;
Laguncularia racemosa (mangue-branco) - encontrado em terrenos mais altos, de solo mais firme, associado a formações arenosas;
Avicennia schaueriana (mangue-preto, canoé)
• Avicennia germinans
• Avicennia nitida
• Conocarpus erectus (mangue-de-botão)
• Clusia fluminensis (abaneiro)
A espécie Laguncularia racemosa merece destaque por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando de Noronha, num único manguezal localizado na Baía do Sueste.


Bruguiera Gymnorrhiza, planta típica do mangue.
No Indo-Pacífico, as árvores típicas do mangal são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina(mangal branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.
A biodiversidade dos manguezais se traduz em significativa fonte de alimentos para as populações humanas. Nesses ecossistemas se alimentam e reproduzem mamíferos, aves, peixes, moluscos e crustáceos, entendidos os recursos pesqueiros como indispensáveis à subsistência tradicional das populações das zonas costeiras. Entre essas espécies, destacam-se:

Aves
Mamíferos
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
Ariranha

Carcará (Caracara plancus)
Mão-pelada
Colhereiro (Platalea ajaja)
Peixe-boi-marinho
Garça
Sagui

Guará-vermelho


Martim-pescador

Peixes
Socó-dorminhoco
Lambari
Gavião carijó
Garoupa
Gavião-carrapateiro
Manjuba
Guará
Robalo

Sardinha
Repteis
Tubarão-cabeça-chata
Cobra

Crocodilo
Invertebrados
Jacaré-de-papo-amarelo
                                Mosca
Lagarto
Aranha
Tartaruga
Berbigão

Camarão

Caranguejo guaiamum

Caranguejo-uçá

Chama-maré

Craca

Caranguejo aratu (Caranguejo marinheiro)

Lagosta

Mariposa

Mexilhão

Minhoca

Mosquito



Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico oueconômico.

Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.
A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas,agricultura, carcinicultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja, nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível.

Utilização sustentável dos manguezais

Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem lhe causar prejuízos ou danos, entre elas:
- Pesca esportiva, artesanal e de subsistência, desde que se evite a sobrepesca, a pesca de pós-larvas, juvenis e de fêmeas ovadas;
- Utilização da madeira das árvores, desde que se assegure a reflorestação;
- Cultivo de ostras e outros organismos aquáticos;
- Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias);
- Criação de abelhas para a produção de mel;
- Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e de pesquisa científica.

LOCALIZAÇÃO DOS MANGUEZAIS NO BRASIL

No mundo existem cerca de 162.000 km2 manguezais.
No Brasil existem cerca de 25.000 km2 manguezais.
Em Pernambuco existem cerca de 270 km2 manguezais.
No Brasil, existem cerca de 25.000 km2 de florestas de mangue, que representam mais de 12% dos manguezais do mundo inteiro. Os manguezais estão distribuídos desde o Amapá até Laguna, em Santa Catarina, no litoral brasileiro


Fontes consultadas
http://ecologia.ib.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=70&Itemid=409 visitado as 21:21 em 15/11/2014

Fotos: Jonatas Costa in Barra de Gramame-PB- BRASIL

POSTADO POR RONALDO OLIVEIRA
PÓS GRADUANDO EM METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA
GRADUADO EM GEOGRAFIA
FORMAÇÃO TÉCNICA EM AGRO EXTRATIVISMO
FUNDADOR DO BLOG OBSERVATÓRIO HISTÓRICO GEOGRÁFICO,( PROJETO INICIADO EM 2014) .TRABALHA COM TEMAS RELACIONADOS A TERRITORIALIDADES EM ESPAÇOS PÚBLICOS (GEOGRAFIA URBANA) E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA
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