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SEMIÁRIDO - NOVA DELIMITAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DA SUDENE

A área delimitada como semiarido brasileiro foi ampliada por meio da nova Resolução nº 107/2017, publicada pelo Ministério da Integração, e por intermédio do Conselho Deliberativo da Sudene, em 27 de julho de 2017, que estabeleceu novos critérios técnicos e científicos para nova delimitação, assim como procedimentos para revisão de sua abrangência.
O semiarido brasileiro conta agora com uma área total de 1.189 municípios, tendo sido acrescentados mais 54, oriundos dos estados do Piauí (36), Ceará (15) e Bahia (3).
Conforme o Art.2º da nova Resolução os seguintes critérios técnicos e científicos delimitam o Semiárido brasileiro:
I – Precipitação pluviométrica média anual igual ou inferior a 800 mm;
II – Índice de Aridez de Thorntwaite igual ou inferior a 0,50;
III – Percentual diário de déficit hídrico igual ou superior a 60%, considerando todos os dias do ano.


Fonte: Portal Brasil
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Seca atinge nascente do Rio São Francisco em Minas Gerais

Durante o combate a um incêndio funcionários do parque perceberam a situação da nascente

Não é só o sistema Cantareira que vem sofrendo com os efeitos da seca, a nascente do rio São Francisco está secando. O alerta é da diretoria do Parque Nacional Serra da Canastra, de onde os 2.700 km do rio começam a nascer. A origem principal do São Francisco fica em São Roque de Minas, na região centro-oeste do Estado.
Segundo um funcionário do parque, vários pontos secos foram percebidos durante o combate a um incêndio que ameaçou a nascente do rio. Já a assessoria de imprensa do Parque Nacional Serra da Canastra, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, afirmou que os dados concretos devem ser repassados somente nesta quarta-feira (24).
Rio tem 2.700 km e atravessa sete Estados
Divulgação

"Situação preocupante"

O CBHSF (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco) também não foi informado da seca na nascente do rio. O vice-presidente da associação, Wagner Soares Costa, disse que está em "dúvida" sobre a possível falta de água.
— A gente fica em dúvida porque o rio não tem uma nascente só, mas um grupo. Fica uma próxima da outra.
Mesmo assim, segundo o representante, a situação no local é preocupante.
— É verdade que a vazão reduziu muito, está assustador. Em Três Marias está muito baixa, o que quer dizer que em todos os rios que abastecem acima da barragem está crítico.
A bacia hidrográfica do rio São Francisco atravessa sete Estados brasileiros e é considerada uma das mais importantes pelo volume de água transportado na região semiárida do País. São 639.219 km de área de drenagem e vazão média de 2.850 m³/s, responsável por 2% do total do Brasil.
De acordo com Costa, a condição atual, principalmente em Minas, é de "insegurança".
— É uma preocupação muito grande porque um rio com uma crise dessa... É preocupante para outros rios que estão nessa região. O rio Doce está com vazão muito baixa, o Jequitinhonha também.
A única solução, segundo o vice-presidente do comitê, é esperar pela chuva.
— Tem que chover. E em abundância.


O rio São Francisco tem nascente na Serra da Canastra, escoando pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso, chegando ao oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe.

A Bacia possui sete unidades da federação – Bahia (48,2%), Minas Gerais (36,8%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,2%), Sergipe (1,2%), Goiás (0,5%), e Distrito Federal (0,2%) – e 504 municípios (cerca de 9% do total de municípios do País).



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Climas do mundo e suas características

No mundo podemos encontrar vários tipos de clima, desde o calor dos trópicos até o frio dos países localizados mais próximos dos pólos.

Para caracterizarmos um tipo de clima é necessário que levemos em consideração vários fatores que englobam desde as condições atmosféricas, radiação solar, o comportamento e a incidência de ventos e chuvas massas de ar. Tudo isso somado às estatísticas metereológicas e o atributos climáticos de temperatura, umidade e a pressão atmosférica.

Sendo assim apresentamos os sete tipos de clima juntamente com suas características.

 

Semiárido

Caracteriza-se por chuvas raras e mal distribuídas durante o ano. Acontece tanto nas regiões tropicais e temperadas. É verificado na América do Norte e do Sul, Ásia Central, Austrália, península Arábica, sul da África.
No Brasil os climas predominantes são: o equatorial no Norte, o tropical no Nordeste e Sudeste, o subtropical no Sul e no Centro-Oeste o clima tropical.


Árido (ou desértico)

Com elevadas secas em determinadas regiões e poucas chuvas durante o ano, é frequente no Saara, Ásia Central, península Arábica, centro da Austrália e algumas áreas da América do Sul.

 

 

Subtropical

Tem chuvas abundantes e distribuídas, com amplitude térmica anual. É verificado na América do Norte, Centro, Norte e Sul do continente africano.


 

 

Equatorial

Clima mais quente do planeta com chuvas bem espalhadas. A América do Sul, as bacias do rio Congo e a África são algumas da regiões que apresentam o clima.


 

 

Tropical

Variação no comportamento de chuvas e temperaturas com duas estações bem definidas: inverno ameno e seco, verão quente e chuvoso. É verificado no Brasil, no Equador e em regiões de baixa latitude.



 

 Mediterrâneo

Apresenta invernos chuvosos e frios, verões quentes e secos. É comum no sul da Europa, norte e extremo sul da África, parte do Chile e do Oriente Médio.

 

 

 

Temperado e frio

Verões moderados e invernos rigorosamente frios são as principais características desses climas  típicos do Oeste e centro da Europa, noroeste da América do Norte, China e Japão e litorais sul da América do Sul.





Planisfério das correntes marítimas e os climas globais


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CLASSIFICAÇÃO DE NUVENS

As nuvens são classificadas com base em dois critérios:

 aparência e altitude.



        Com base na aparência, distinguem-se três tipos: cirrus, cumulus e stratus. Cirrus são nuvens fibrosas, altas, brancas e finas. Stratus são camadas que cobrem grande parte ou todo o céu. Cumulus são massas individuais globulares de nuvens, com aparência de domos salientes. Qualquer nuvem reflete uma destas formas básicas ou é combinação delas.
        Com base na altitude, as nuvens mais comuns na troposfera são agrupadas em quatro famílias: Nuvens altas, médias, baixas e nuvens com desenvolvimento vertical. As nuvens das três primeiras famílias são produzidas por levantamento brando sobre áreas extensas. Estas nuvens se espalham lateralmente e são chamadas estratiformes. Nuvens com desenvolvimento vertical geralmente cobrem pequenas áreas e são associadas com levantamento bem mais vigoroso. São chamadas nuvens cumuliformes. Nuvens altas normalmente tem bases acima de 6000 m; nuvens médias geralmente tem base entre 2000 a 6000 m ; nuvens baixas tem base até 2000 m. Estes números não são fixos. Há variações sazonais e latitudinais. Em altas latitudes ou durante o inverno em latitudes médias as nuvens altas são geralmente encontradas em altitudes menores.

        Devido às baixas temperaturas e pequenas quantidades de vapor d’água em altas altitudes, todas as nuvens altas são finas e formadas de cristais de gelo. Como há mais vapor d’água disponível em altitudes mais baixas, as nuvens médias e baixas são mais densas.

        Nuvens em camadas em qualquer dessas altitudes geralmente indicam que o ar é estável. Não esperaríamos normalmente que nuvens crescessem ou persistissem no ar estável. Todavia, o desenvolvimento de nuvens desse tipo é comum quando o ar é forçado a subir, como ao longo de uma frente ou próximo ao centro de um ciclone, quando ventos convergentes provocam a subida do ar. Tal subida forçada de ar estável leva à formação de uma camada estratificada de nuvens que tem uma extensão horizontal grande comparada com sua profundidade.

        Nuvens com desenvolvimento vertical estão relacionadas com ar instável. Correntes convectivas associadas ao ar instável podem produzir nuvens cumulus, cumulus congestus e cumulonimbus. Como a convecção é controlada pelo aquecimento solar, o desenvolvimento de nuvens cumulus freqüentemente segue a variação diurna da insolação. Num dia de bom tempo as nuvens cumulus começam a formar-se do meio para o final da manhã, após o sol ter aquecido o solo. A cobertura de cumulus no céu é maior à tarde - usualmente o período mais quente do dia. Se as nuvens cumulus apresentam algum crescimento vertical, estas normalmente chamadas cumulus de "bom-tempo" podem produzir leve chuva. Ao aproximar-se o pôr-do-sol a convecção se enfraquece e as nuvens cumulus começam a dissipar-se (elas evaporam).

        Uma vez formados os cumulus, o perfil de estabilidade da troposfera determina o seu crescimento. Se o ar ambiente é estável mais para cima o crescimento vertical é inibido. Se é instável para ar saturado, então o movimento vertical é aumentado e os topos das nuvens cumulus sobem. Se o ar ambiente é instável até grandes altitudes, a massa da nuvem toma a aparência de uma couve-flor, enquanto se transforma em cumulus congestus e então em cumulonimbus, que produz tempestades.


Fonte: Física UFPR  

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