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QUESTÕES DO ENEM/VESTIBULARES SOBRE HISTÓRIA DO BRASIL

 

Hora de verificar como anda seu domínio dos temas relacionados a História do Brasil. Analise as questões que selecionamos e marque em uma folha as respostas. No final, confira o gabarito. 

Vamos começar!

01. (Enem 2021) Eu, Dom João, pela graça de Deus, faço saber a V. Mercê que me aprouve banir para essa cidade vários ciganos — homens, mulheres e crianças — devido ao seu escandaloso procedimento neste reino. Tiveram ordem de seguir em diversos navios destinados a esse porto, e, tendo eu proibido, por lei recente, o uso da sua língua habitual, ordeno a V. Mercê que cumpra essa lei sob ameaça de penalidades, não permitindo que ensinem dita língua a seus filhos, de maneira que daqui por diante o seu uso desapareça.

TEIXEIRA, R C. História dos ciganos no Brasil Recdo Núciso ce Estudos Ciganos. 2008

A ordem emanada da Coroa portuguesa para sua colônia americana, em 1718, apresentava um tratamento da identidade cultural pautado em

 

a) Converter grupos infiéis à religião oficial.

b) Suprimir formas divergentes de interação social.

c) Evitar envolvimento estrangeiro na economia local.

d) Reprimir indivíduos engajados em revoltas nativistas.

e) Controlar manifestações artísticas de comunidades autóctones.

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2. (Enem PPL 2013) É preciso ressaltar que, de todas as capitanias brasileiras, Minas era a mais urbanizada. Não havia ali hegemonia de um ou dois grandes centros. A região era repleta de vilas e arraiais, grandes e pequenos, em cujas ruas muita gente circulava.

 

PAIVA, E. F. O ouro e as transformações na sociedade colonial. São Paulo: Atual, 1998.

 

As regiões da América portuguesa tiveram distintas lógicas de ocupação. Uma explicação para a especificidade da região descrita no texto está identificada na

 

a) Apropriação cultural diante das influências externas.

b) Produção manufatureira diante do exclusivo comercial.

c) Insubordinação religiosa diante da hierarquia eclesiástica.

d) Fiscalização estatal diante das particularidades econômicas.

e) Autonomia administrativa diante das instituições metropolitanas.

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3. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.

 

NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997

 

Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem

 

a) Incentivado o clamor popular por liberdade.

b) Enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.

c) Motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.

d) Obtido o apoio do grupo constitucionalista português.

e)      e) Provocado os movimentos separatistas das províncias.

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4 - (Enem PPL 2014)

 

TEXTO 1

O príncipe D. João VI podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria. A Colõnia se fragmentaria, como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. (José Murilo de Carvalho)

 

TEXTO II

Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o qual foi D. João VI o responsável pela unidade do país. Isso não é verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é, antes de tudo, uma fabricação da Coroa. A ideia de que era preciso fortalecer um Império com os territórios de Portugal e Brasil começou já no século XVIII. (Evaldo Cabral de Mello)

 

1808 — O primeiro ano do resto de nossas vidas. Folha de S. Paulo, 25 nov. 2007(adaptado).

 

Em 2008, foi comemorado o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Nos textos, dois importantes historiadores brasileiros se posicionam diante de um dos possíveis legados desse episódio para a história do país. O legado discutido e um argumento que sustenta a diferença do primeiro ponto de vista para o segundo estão associados, respectivamente, em:

 

a) Integridade territorial — Centralização da administração régia na Corte.

b) Desigualdade social — Concentração da propriedade fundiária no campo.

c) Homegeneidae intelectual — Difusão das ideias liberais nas universidades.

d) Uniformidade cultural — Manutenção da mentalidade escravista nas fazendas.

e) Continuidade espacial — Cooptação dos movimentos separatistas nas províncias.

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5. (Unesp-2015) A constatação de que “Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis” justifica-se, pois a política de terras desenvolvida por Portugal durante a colonização brasileira

a) permitiu tanto o surgimento de uma ampla camada de pequenos proprietários, cuja produção se voltava para o mercado interno, quanto a implementação de sólidas parcerias comerciais com o restante da América.


b) determinou tanto uma rigorosa hierarquia nobiliárquica nas terras coloniais, quanto o confisco total e imediato das terras comunais cultivadas por grupos indígenas ao longo do litoral brasileiro.


c) envolveu tanto a cessão vitalícia do usufruto de terras que continuavam a ser propriedades da Coroa, quanto a orientação principal do uso da terra para a monocultura exportadora.


d) garantiu tanto a prevalência da agricultura de subsistência, quanto a difusão, na região amazônica e nas áreas centrais da colônia, das práticas da pecuária e da agricultura de exportação.


e) assegurou tanto o predomínio do minifúndio no Nordeste brasileiro, quanto uma regular distribuição de terras entre camponeses no Centro-Sul, com o objetivo de estimular a agricultura de exportação.

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6. (Enem-2013) Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.

Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de

a) exclusão social.
 

b) imposição religiosa.
 

c) acomodação política.
 

d) supressão simbólica.
 

e) ressignificação cultural.

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7. (FGV-2013) Sobre a conquista holandesa do Nordeste brasileiro, no período colonial, é correto afirmar:

a) Os conflitos entre portugueses e holandeses devem ser compreendidos no contexto da União Ibérica (1580-1640) e da separação das Províncias Unidas do Império Habsburgo.
 

b) A ocupação das áreas de plantio de cana obrigou os holandeses a intensificarem a escravização dos indígenas, uma vez que não possuíam bases no continente africano.
 

c) Estabelecidos em Pernambuco, os holandeses empreenderam uma forte perseguição aos judeus e católicos ali residentes e fortaleceram a difusão do protestantismo no Brasil colonial. 

d) A administração de Maurício de Nassau foi caracterizada pelo pragmatismo e pela desmontagem do grande centro de artistas e letrados organizado pelas autoridades portuguesas em Olinda.
 

e) Os holandeses implementaram uma nova e eficiente estrutura produtiva baseada em pequenas e médias propriedades familiares, que se diferenciava das antigas plantations escravistas.

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8. (Enem-2016) O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras situações de contestação política na América Portuguesa, é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição, ou no instrumento, da integração subordinada das colônias no império luso. Dessa feita, ao contrário do que se deu nas Minas Gerais (1789), a sedição avançou sobre a sua decorrência.

JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000.

A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na pretensão de

a) eliminar a hierarquia militar.
 

b) abolir a escravidão africana.
 

c) anular o domínio metropolitano.
 

d) suprimir a propriedade fundiária.
 

e) extinguir o absolutismo monárquico.

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9. (Enem 2001)  Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada "Calabar", pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

 - Calabar traiu o Brasil que ainda não existia?  Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?

Os textos referem-se também a esta personagem.

Texto I:

"... dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos"

Visconde de Porto Seguro, in: SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

Texto II

"Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados..." (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).

        CALMON P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

Pode-se afirmar que:

a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.   

b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.   

c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demostra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.   

d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.   

e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.

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10. (Enem 2009) As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que

a) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas.   

b) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa.   

c) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas.   

d) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas.   

e) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental.   

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Hora de conferir o resultado.



GABARITO –

1 - B       2 – D     3 – B     4 - A       5 – C     6 - E    7- A      8- B      9 -  E     10 - C

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A ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

Olá, observadores! Hoje, iremos conhecer um pouco da origem de uma das festividades regionais mais tradicionais do Brasil. Enraizada principalmente no Nordeste brasileiro, as festas juninas são caracterizadas pela diversidade de comidas a base de milho; pela explosão multicor dos fogos de artifício, assim como pela beleza das quadrilhas juninas.
Num período em que as temperaturas estão relativamente baixas e as chuvas já pintaram de verde a paisagem da região, os nordestinos dedicam essas festividades do mês de junho a Santo Antônio (dia 13), São João ( dia 24)  e São Pedro (dia 29) acendendo fogueiras¹ em sua homenagem. No entanto, muito dessa tradição vem passando por um processo de renovação que ainda não sabemos, até que ponto ela resistirá.


Mas, afinal... Qual a origem das festas juninas?
Para respondermos a esta pergunta temos que voltar no tempo, até antes do surgimento do próprio cristianismo. Acredita-se que tudo tenha começado com a comemoração do solstício de verão no hemisfério norte em celebrações pagãs. Acredito que vocês já devam ter ouvido o termo “festa da colheita”, pois bem, muitos desses povos pediam a suas divindades uma boa colheita ou se estendiam a rituais de fertilidade no mês de junho.
Com a expansão do cristianismo, muito desses rituais/celebrações foram absorvidos e (re) significados pela igreja e com a colonização de novas terras pelos europeus, essas tradições foram incorporadas nas colônias como fora o caso do Brasil. Aqui, elas ganharam elementos que ajudaram a moldá-la como a conhecemos hoje.

A tradição das quadrilhas juninas
Embora as quadrilhas juninas possua um caráter interiorano, foi na iluminada Paris (no século XVIII) que ela surgiu. Na França ela tinha um caráter aristocrático dançada nos salões pela elite. Quando finalmente chegou ao Brasil ela caiu no gosto popular e se transformou no que conhecemos hoje repleta de simbolismos que retrata o estilo “caipira” de vida.
As maiores festas juninas do Brasil
Quando se trata de festa junina, o interior dos estados nordestinos realizam as maiores e talvez as mais “badaladas” festas de todas. Conhecidas em todo o Brasil, as festas juninas de Campina Grande – PB e Caruaru – PE disputam o titulo de maior São João do mundo. São 30 dias de festas que atraem turistas de todo o país que, além de dançar forró no parque do povo em CG - PB e pátio do forró em PE, visitam feiras de artesanatos em madeira, couro, estopa entre outros. Em Campina Grande, os turistas tem a oportunidade de embarcar no trem do forró numa viagem de duas horas dançando forró até um distrito do município entre outras atrações.
Construção da fogueira cenográfica no Parque do povo em Campina Grande - PB (2022)


Área de shows no Parque do Povo em Campina Grande - PB

E vocês? Já foram a uma festa junina? O que acharam? Deixe um comentário J

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¹AS FOGUEIRAS - tradição que quase não existe nas áreas urbanas em decorrência da fiscalização do corte ilegal de árvores, como também pelo receio da violência)

PESQUISA E FINALIZAÇÃO TEXTUAL
RONALDO OLIVEIRA – ESPECIALISTA  EM HISTÓRIA
   
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ASPECTOS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS DA AMÉRICA PLATINA

Olá observadores, hoje iremos conhecer os aspectos gerais da América Platina. Se você é estudante do Ensino Fundamental e ainda não conhece este termo, estamos nos referindo a área correspondente ao território da Argentina, Uruguai e Paraguai. A relação existente entre essas nações estão enraizadas desde o período da colonização Espanhola na região do Rio da Prata.

Em vermelho Argentina - Amarelo Uruguai e verde Paraguai.

Um olhar histórico...
Quando os Espanhóis iniciaram o processo de ocupação do continente Americano, eles acreditavam que era possível encontrar metais preciosos, como a prata, no entanto, na área territorial da América Platina isso não se confirmou o que manteve por muito tempo esta região da América do Sul pouco explorada.
Nessa mesma região foi fundada pelo reino da Espanha o Vice- Reino do Rio da Prata, assim como feito em outras áreas do continente Americano. Sua criação se deu principalmente para manter a posse ou o domínio Espanhol daquela região que despertara o interesse de outras potencias como por exemplo: o Reino de Portugal que já atuava na costa leste da América do Sul, além das investidas da Grã Bretanha. Este foi o mais curto Vice Reino criado pela coroa Espanhola na América.
Um olhar geográfico...
Planícies, planaltos e cadeias de montanhas. São as principais formas de relevo encontradas na América Platina. As planícies se estendem desde o Chaco no Paraguai passando por todo o território Uruguaio e parte da Argentina. Na Argentina encontramos as exuberantes paisagens da Patagônia,assim como, o ponto mais alto do continente americano, o Pico Aconcágua, com 6.959 metros de altitude. Nessa extensão territorial (América Platina) predomina os climas tropical, subtropical, semiárido, Desértico, Frio de montanha e no extremo sul da Argentina o clima temperado.
Os principais rios que compõe a rede hidrográfica da Bacia Platina (4.500 km extensão) são: Rio Paraná, o Paraguai e o Uruguai que dão origem ao Rio da Prata. A economia gira em torno da pecuária, da extração vegetal e de alguns polos industriais.
Curiosidades ...
Entre os inúmeros conflitos que existiram no continente americano, o que mais ganhou destaque nas terras sul-americanas, foi a Guerra do Paraguai em 1864 que colocou de um lado o Brasil, o Uruguai e a Argentina, formando a tríplice Aliança, enquanto que do outro estava o Paraguai. O conflito foi motivado pela ambição de um governo ditatorial paraguaio que almeja ampliar seu território anexando parte do então estado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul, além de províncias Argentinas. O conflito só teve fim na batalha naval do Riachuelo e na luta em Uruguaiana.

Isso é tudo pessoal! Espero que tenham curtido um pouco de nossa “observação” de hoje. Continuem os estudos através de seu livro didático caso queira se aprofundar no assunto. Dúvidas, sugestões ou se quiser enviar fotografias para nossa galeria “Expedições geográficas” é só enviar um e-mail para o endereço no painel do blog ou uma mensagem no Facebook. Até a próxima!!!  

Pesquisa e finalização textual por Ronaldo Oliveira
Graduado em Geografia



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RESUMO - BRASIL IMPÉRIO

O Brasil passou a ser império com o advento da independência em 1822 e durou até 1889 quando foi instaurado o sistema republicano no país. A primeira Constituição brasileira é de 1824, cujas leis vigoraram durante todo o Brasil Império. De acordo com Brasil (2009) "a carta estabelecia, entre outros pontos, a Monarquia Constitucional, com governo centralizado; sistema representativo com Senado e Câmara dos Deputados; quatro poderes políticos harmônicos – Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador -, este último exercido pelo Imperador. O direito de votar e de se eleger estava vinculado à posição social e patrimônio financeiro, o que excluía a maior parte da população."

Brasil: Divisão politica durante o Império


Esse período da história brasileira fica melhor compreendida quando dividida em três momentos:Primeiro Reinado, Período Regencial e Segundo Reinado. 
O primeiro Reinado ficou marcado pela chegada da família real Portuguesa as terras brasileiras fugidos das forças de Napoleão que haviam chegado a Peninsula Ibérica. O fato rendeu ao Brasil o título de Reino Unido de Portugal e Algarves e agora, entrava em uma nova fase politica.  
O segundo Reinado - foi o período mais longo da História Imperial e durou de 1839 a 1889. Os principais fatos que marcaram este período foram:

  •  Maioridade de Dom Pedro II, realizada no dia 23 de julho de 1840;
  • Criação de mecanismos capazes de favorecer a liberais e conservadores;
  • Período de estabilidade;
  • Economia impulsionada pela cultura do café;
  • Decadência do tráfico Negreiro que foi amplamente combatido pelas potencias europeias;
  • Crescimento dos movimentos abolicionistas;

LINHA DO TEMPO
  • Período Regencial (1831 a 1840) - Após a saída precipitada de D. Pedro I, o Brasil ficou com um menino de cinco anos de idade como chefe de Estado. Sem precedentes a seguir, o império foi confrontado com a perspectiva de um período de mais de 12 anos sem um executivo.
  • Parlamentarismo - As prerrogativas e autoridade concedida ao legislativo dentro da constituição significava que ele poderia e deveria desempenhar um papel importante e indispensável para o funcionamento do governo — que não era apenas uma instituição fantoche. 
  • Fim do Império - o fim da escravidão foi o golpe final para qualquer crença restante na neutralidade da coroa e isso resultou em uma mudança explícita do apoio ao republicanismo.
FATOS OCORRIDOS DURANTE O BRASIL IMPÉRIO

ü  Guerra do Paraguai;

ü  Confederação do Equador: movimento revolucionário e emancipacionista ocorrido na região nordeste do Brasil;

ü  Lei Eusébio de Queiróz: fim do tráfico de escravos;

ü  Fundação do Partido Republicano Brasileiro;

ü  Lei do Ventre Livre: liberdade aos filhos de escravas nascidos a partir daquela data;

ü  Imigração européia para o Brasil;

ü  Início do Ciclo da Borracha;

ü  crise política e conflitos entre a Monarquia Brasileira e o Exército;

ü  Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de 65 anos de idade;
ü  Lei Áurea decretada pela Princesa Isabel: abolição da escravidão no Brasil;.

ü  Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro;


Referências 
http://www.historiadobrasil.net/imperial/




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20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Foto:sindiquimicos
No dia 20 de Novembro é celebrado no Brasil o Dia Nacional da Consciência Negra. O feriado foi instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, mas que não obriga que ela seja feriado. Isso significa que ser feriado ou não vai variar de cidade para cidade. O Dia da Consciência Negra é um feriado em mais de 800 cidades brasileiras a ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
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Resumo: A revolta da chibata

Foto:http://www.gentedanossaterra.com.br/revolta_da_chibata.html

Ocorrida em 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, a revolta da chibata foi um levante dos marinheiros contra os maus tratos por eles sofridos. Naquele período era comum açoitar com chibatadas os marinheiros, tudo com intuito de discipliná-los.
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De olho na Fundação: O centro histórico de Salvador

Pontos turísticos de Salvador

Essa é a primeira de uma série de observações que faremos ao longo dos meses de Março e Abril ao centros históricos das principais cidades brasileiras e também do exterior, esperamos que gostem da leitura.

Fonte:google mapas


Ficha técnica

Nome de Fundação:Baía de Todos os Santos
Nome Atual: Salvador
Estado: Bahia
Localização Geográfica: Litoral da Região Nordeste, entre o trópico de Capricórnio e a linha do Equador. Distância de outras capitais:Maceió- 632 km, Recife- 842 km
Fundação:1549
Fundador: Tomé de Souza primeiro governador geral do Brasil
População Estimada(IBGE,2014): 2.902.927
Dados gerais:
A primeira capital do Brasil foi, por muito tempo, uma das mais importantes cidades do Novo Mundo. Até boa parte do século 18, era, por exemplo, maior do que qualquer cidade dos Estados Unidos.
O Centro Antigo de Salvador corresponde à área que engloba o Centro Histórico (CHS) e o Entorno do Centro Histórico (ECH), compreendendo, além do território tombado, os bairros do Centro, Barris, Tororó, Nazaré, Saúde, Barbalho, Macaúbas, parte do espigão da Liberdade, Comércio e Santo Antônio Além do Carmo. O sítio é o foco das intervenções do Plano de Reabilitação, que foi elaborado e está sendo implantando pela Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas/CONDER).
O Elevador Lacerda domina a paisagem do Centro Histórico, visto do Porto e com seus 72 metros de altura, é o maior elevador do Brasil e une a cidade baixa à cidade alta. É um símbolo do empreendedorismo baiano no século 19.
O Centro Histórico de Salvador (CHS) é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1984, e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade, em 1985. Com 0,8 km², a delimitação do Centro Histórico inicia próximo ao Mosteiro de São Bento e segue até o Forte Santo Antônio Além do Carmo.
Já o Centro Antigo de Salvador é uma área de 7 km², que inclui em sua extensão territorial onze bairros da capital baiana como Centro, Barris, Tororó, Nazaré, Saúde, Barbalho, Macaúbas, parte do espigão da Liberdade, Santo Antônio e Comércio, além do Centro Histórico. De com acordo com a legislação, esta área de Salvador corresponde à área contígua à de proteção rigorosa, sob o registro da Lei Municipal n° 3.289/83.

A AMPLIAÇÃO DO CENTRO ANTIGO DA CIDADE

A área de atuação do Plano de Reabilitação foi ampliada para além dos limites do perímetro tombado porque, assim como em outras capitais brasileiras, a área central de Salvador passou a conviver, nas últimas décadas, com uma série de problemas originados da perda de população e da subutilização dos imóveis, da inadequação e insalubridade das moradias e da falta de manutenção dos imóveis patrimoniais, além da insegurança pública, prostituição e tráfico de drogas. Todas essas questões configuram um quadro de vulnerabilidade social em contraponto à existência de um rico patrimônio edificado, oferta de empregos e de transporte público.

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE SALVADOR

Praias como a do Farol da Barra,Piatã, Amaralina,Armação, Itapuã e Rio Vermelho entre outras.
Centro Histórico de Salvador (está abrigado em um dos maiores conjuntos arquitetônicos do país, o Pelourinho.
Fortes de Salvador( Forte de Santo Antonio da Barra,Fortes de Santa Maria e de São Diogo, O Forte de São Pedro e o Forte de Monte Serrat, situado na Península de Itapagipe.
Igrejas ( as mais conhecidas e visitadas está a igreja do Senhor do Bonfim que é palco de uma das mais tradicionais festas populares de Salvador e a Igreja de São Francisco, localizada no Pelourinho com seu interior revestido de ouro).

Essas e outras atrações tornam Salvador uma das grandes cidades brasileiras repleta de cultura e história impregnadas em cada tijolo que da sustentação ao belo centro histórico da primeira capital do Brasil. O próximo centro histórico a ser observado aqui no observatório será o de Ouro Preto-MG.


Referências:

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OS PRIMEIROS HABITANTES DA AMÉRICA - O caminho percorrido


POVOAMENTO DAS AMÉRICAS UM DEBATE SEM FIM

Para muitos estudiosos o caminho percorrido pelos primeiros povos que seguiram em direção ao continente americano foram através das geleiras do estreito de Bering, (Figura 1) no extremo norte.Acredita-se que na época existia uma camada de gelo Ásia. Em meados dos anos 1960 acreditava-se que a ocupação da América teria se iniciado há 11 500 anos. O fato que dava sustentação a essa provável ocupação foi o vestígio de materiais pertencentes a caçadores de mamutes encontrado no centro oeste dos Estados Unidos.
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História do Brasil - Resumo

Historia do Brasil

A História do Brasil tem como marco divisório principal a chegada dos portugueses em território americano com Pedro Álvares Cabral, em 1500. A partir desse fato histórico, teve início a formação do país, marcado na maior parte do tempo pela conquista dos territórios dos indígenas e pela escravidão de milhões de africanos. Período colonial, período imperial e período republicano compreenderam as demais divisões desse histórico processo formativo.
A partir desta introdução desenvolveremos neste artigo os principais tópicos que culminaram para a formação do Brasil. Em 22 de abril de 1500 desembarcaram nas terras do atual Brasil de hoje homens brancos vestidos dos pés à cabeça, com certeza os indígenas estranharam quase tudo que viera com os exploradores europeus, grandes embarcações,as roupas e sobretudo as armas de fogo.
Os portugueses também ficaram surpresos ao ver os índios nus,andando pelas praias limpas do litoral brasileiro.
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A crise Hídrica brasileira- Os onze períodos de seca no Brasil

Embora o Brasil possua 8% de toda a água doce existente no planeta, a crise de abastecimento de água já é uma realidade brasileira e os seus efeitos já podem ser observados em diversas localidades.
2014 não foi um ano bom no quesito climático. A maior cidade brasileira -São Paulo- enfrentou o pior período de estiagem desde 1964 e o Nordeste entrou em seu segundo ano de uma seca gravíssima, a pior dos últimos 50 anos, com cerca de 1400 municípios afetados. Grandes secas, principalmente na região conhecida como Polígono das Secas (que abrange municípios dos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais), são comuns na história do Brasil. O problema é agravado pelo aquecimento global, o desmatamento e o El Nino, fenômenos que tendem a aumentar as áreas secas em todo o mundo.

No entanto, logo no início de 2015 os efeitos da estiagem parecem não dá sinais de melhoras na região Sudeste os reservatórios continuam com sua capacidade mínima e a mesma situação é observada nos reservatórios do Nordeste, esse quadro vem influenciando diretamente na atuação das hidroelétricas responsáveis por boa parte da geração de energia no Brasil.
Agora vamos relembrar os períodos mais críticos que o Brasil passou devido à estiagem prolongada.
1723/1727
Essa foi uma das primeiras grandes secas registradas que atingiu a região Nordeste – principalmente a área em que, na época, ficava a Capitania de Pernambuco. Grupos de índios fugiram das serras e invadiram fazendas. Além da seca, uma peste assolou a região no mesmo período, causando uma enorme mortalidade nas populações mais frágeis, especialmente os escravos.

1776/1778
Essa foi mais uma seca combinada com um surto de doença, no caso, a varíola. A taxa de mortalidade foi altíssima, não só de pessoas, mas também de animais, principalmente o gado. A solução encontrada pela Corte Portuguesa foi repartir as terras adjacentes aos rios entre os povos flagelados.

1877 / 1879

Essa seca, que atingiu todo o Nordeste, mas especialmente o Ceará, causou a morte de 500 mil pessoas. O fenômeno também gerou uma grande migração: 120 mil nordestinos fugiram para a Amazônia e 68 mil partiram para outros estados brasileiros. O governante na época, o Imperador Pedro II, visitou o Nordeste e prometeu vender até a última joia da Coroa para amenizar o problema. Não preciso nem dizer que o pessoal está até hoje esperando essa grana…

1919/1921
Essa seca muito grave, que atingiu principalmente o sertão de Pernambuco, fez aumentar muito o êxodo rural do Nordeste. A imprensa e a opinião pública pressionaram e exigiram uma atuação eficaz do governo para resolver o drama das famílias afetadas. Com isso, em 1920 foi criada a Caixa Especial de Obras de Irrigação de Terras Cultiváveis do Nordeste Brasileiro, mantida com 2% da receita tributária anual da União. Apesar disso, nada foi feito para efetivamente resolver o problema.

1934/1936
Essa foi uma das maiores secas enfrentadas pelo Brasil (que se tem registro). O longo período de estiagem não ficou restrito ao Nordeste: além de afetar nove estados na região, Minas Gerais e São Paulo também sofreram com a falta de chuvas. Depois disso, o problema no sertão nordestino passou a ser encarado como um problema nacional.

1963/1964
A seca que começou em 1963 foi gravíssima. A estiagem bateu recordes em várias estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal. Até a Amazônia sofreu com falta de chuva. Além disso, uma onda de calor muito forte assolou o país.

1979/1985
Essa foi uma das secas mais prolongadas da história do Nordeste: durou 7 anos. O auge do problema foi em 1981. Na época, o ditador-presidente João Figueiredo chegou a fazer uma declaração dizendo que só restava rezar para chover. A estiagem deixou um rastro de miséria e fome: lavouras perdidas, animais mortos, saques à feiras e armazéns por uma população faminta e desesperada. No período, 3.5 milhões de pessoas morreram, a maioria crianças sofrendo de desnutrição.

1997/1999
A década de 90 sofreu com os efeitos do fenômeno El Niño, que causa o aumento das temperaturas das águas e traz várias consequências para o clima – entre eles, o agravamento de secas no Nordeste. A seca do final dessa década foi terrível. Foram 5 milhões de pessoas afetadas, saques a depósitos de comida devido às mortes de animais e lavouras perdidas. A seca foi tão grave que Recife passou a receber água encanada apenas uma vez por semana.

2001
A seca de 2001 foi um prolongamento do período de seca do final da década de 90, que teve uma trégua em 2000. O Rio São Francisco sofreu com a pior falta de chuvas de sua história, causando uma diminuição drástica do volume de suas águas. Para piorar a situação, a falta de chuvas em todo o Brasil contribuiu para a pior crise energética que o país já viveu, somando a estiagem prolongada à falta de investimentos no setor.

2005
A seca que afetou boa parte da região Amazônica, especialmente o setor sudoeste do Amazonas e Estado do Acre, caracteriza-se por possuir o menor índice pluviométrico nos últimos 40 anos, ultrapassando períodos como os de 1925-1926, 1968-1969 e 1997-1998, até então considerados os mais intensos.
Ao se analisar os dados de precipitação no setor sul da Amazônia, verificou-se que durante a estação chuvosa de 2005, que na realidade estendeu-se de dezembro de 2004 a março de 2005, as chuvas apresentaram-se com valores de até 350 mm menores que a média histórica.

2007/2008
Em 2007, ocorreu a pior seca da história no norte de Minas Gerais, região do estado de clima semiárido. Não choveu nada entre março e novembro de 2007 e as precipitações abaixo da média continuaram durante o ano seguinte. No total, foram 15 meses de estiagem. Durante o período, foram registrados quase 54 mil focos de incêndio e mais de 190 mil mortes de cabeças de gado. Centenas de municípios decretaram estado de emergência.

Chegamos ao fim desse breve mergulho na história e nos perguntamos se o ano de 2015 será tão extremo quanto o ano de 2014.



Artigo elaborado pela redação do Observatório.

Referências
Inpe
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