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DOBRAMENTOS MODERNOS E ANTIGOS

FONTE DA IMAGEM :soumaisenem 
Podemos classificar como dobramentos modernos as estruturas originadas no período Terciário provenientes do deslocamento das placas tectônicas que provocam o soerguimento do relevo originando assim as cadeias montanhosas como por exemplo a cordilheira dos Andes na América do Sul, e a Cordilheira do Himalaia, na Ásia, onde se encontra o Monte Everest.
Na figura ao lado podemos ver que no atrito entre duas placas, uma delas entra por baixo, levantando (dobrando) a outra. Logo, estes dobramentos modernos são regiões elevadas (picos, montanhas, cordilheiras).
São chamados assim, pois se observarmos o ponto de vista do tempo geológico, os dobramentos modernos se originaram recentemente com cerca de 250 milhões de anos desde o início de sua formação. Essas estruturas são encontradas em regiões de relativa instabilidade geológica graças ao fato de se originarem do choque e interação entre duas placas tectônicas.
Já os dobramentos antigos, datam do período Pré-Cambriano (mais de 550 milhões de anos), devido a isso apresentam-se bem erodidos e são mais baixos que os dobramentos modernos.
Exemplos dos dobramentos antigos são : Montanhas Caledônicas (Escócia), Montes Apalaches (EUA), Serras do Mar, Mantiqueira e do Espinhaço (Brasil) entre outros.



Referências 

CAPÍTULO 5- ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL 
disponivelem: http://www.aridesa.com.br/servicos/click_professor/leonam_jr/2ano/CAPITULO5_ESTRUTURA_GEOLOGICA_DO_BRASIL.pdf
A ESTRUTURA GEOLÓGICA, RELEVO E SOLO disponível-  em http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/PDF/provao_geo_ens_medio.pdf


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A ESCALA DE DUREZA DE MOHS

 No campo da Mineralogia, para quantificar a dureza de um mineral, utiliza-se a Escala de Mohs.

ESCALA DE DUREZA DE MOHS
créditos: google imagens
A dureza é uma propriedade mecânica da matéria sólida que determina sua resistência ao risco. O grau de dureza é determinado pelo grau de facilidade ou dificuldade que a superfície de um mineral oferece ao ser riscado.
A escala desenvolvida pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs no ano de 1812 é formada por 10 minerais organizados em ordem crescente de dureza. Cada um dos minerais desta escala risca o anterior, de dureza inferior, e é riscado pelo seguinte na escala, portanto de dureza superior.
Para auxiliar na determinação da dureza de um mineral, usam-se outros minerais já identificados e, portanto, com dureza conhecida, bem como outros materiais de dureza relativa conhecida, quando não dispomos da escala de Mohs.
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Um olhar sobre a costa brasileira: A Serra do Mar

Pico Maior de Friburgo,
 com 2.316 metros de altitude,
 o ponto culminante da Serra do Mar
Foto: Wikipédia

Para compreendermos melhor a geologia da nossa costa devemos observar em primeiro momento sua origem. Há 145 milhões de anos a África e a América do Sul formavam um só continente, denominado Gondwana. Com a separação promovida pela ação de um conduto vulcânico no manto, denominado pluma, que é uma coluna de rocha quente que se origina a grandes profundidades no manto, sobe à superfície e causa extenso vulcanismo. Este material pode perfurar a crosta e teve importante papel no processo de ruptura do supercontinente Gondwana.
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Lago está desaparecendo em um buraco misterioso

Foto/ reprodução youtube
O lago conhecido como Lost Lake que na tradução significa  Lago Perdido está desaparecendo literalmente. O lago está localizado em Oregon -EUA e a explicação para esse fenômeno é que durante o inverno o lago enche. E, assim que a estação vai passando, o lago é lentamente drenado por um buraco.
Esse fenômeno acontece desde que temos conhecimento do lago. E, apesar de parecer uma atividade bizarra, ela pode ser facilmente explicada: a área é vulcânica e cheia de irregularidades. Sob o lago há uma espécie de canal de lava.
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Tipos de Rochas


A mineralogia e a textura que caracterizam a rocha são determinadas pela sua origem geológica, ou seja, onde e como se formou. As rochas são agregados de minerais, e diferem entre si basicamente por sua composição (tamanho e forma dos grãos minerais e o modo como estes estão dispostos).
Quanto à sua origem, podemos considerar três tipos básicos de rochas:
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O belo meteorito Fukang


A primeira vista quando foi encontrado o meteorito batizado de Fukang não possuia beleza alguma, entretanto ao ser cortado e  aberto, ele apresentou uma bela surpresa. A rocha possuia cristais translúcidos de olivina, envolvidos em uma liga metálica de ferro e níquel.
Maravilha Cosmica: Marvin Killgore do Meteorito Laboratório Arizona deixa o sol brilhar através de uma fatia polido da rocha Fukang


O raro meteorito pesava o mesmo que um carro popular quando foi descoberto em 2000, no deserto de Gobi, na província chinesa de Xinjiang. Desde então tem sido dividido em fatias que dão um belo efeito quando o sol brilha através dos cristais de olivina.

É tão valioso que mesmo pedaços pequenos são vendidos por cerca de 65-95 reais por grama. O Laboratório de Meteoritos do Sudoeste do Arizona, que detém cerca de 32 kg do meteorito, diz que a descoberta notável vai passar a ser "uma das maiores descobertas de meteoritos do século 21".

Fonte: http://bit.ly/IIII2k
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Conheça os Inselbergs

Serrote do espinho branco,
 mais famoso Inselberg da zona rural da cidade de Patos na Paraíba.
 A área possui vários inselbergues e localiza-se na depressão sertaneja.
 Imagem de Victor Matheus enviada a página do OHG no facebook

Um inselberg é um relevo residual que emerge bruscamente de uma superfície de aplanação. São chamados “montes-ilha” por serem montanhas, serras e colinas que se destacam abruptamente das planuras que os rodeiam, como se fossem ilhas no mar.
São originados de um intenso processo erosivo típico de ambientes áridos.No Brasil,são comuns inselbergs graníticos ou granitóides este relevo pode ser encontrado na região do sertão nordestino. Por isso,eles são comumente conhecidos como as montanhas do sertão.

A sua instalação remonta há 310 Ma, durante a Orogenia Varisca (formação de uma cordilheira de montanhas). Instalação do granito no Cretácico, há cerca de 135 – 65 Ma, o clima era tropical, bastante quente e úmido, permitindo que as águas das chuvas se infiltrassem pelas fraturas e alterassem o granito em profundidade. Mais tarde, as rochas do Grupo dos (xistos), que envolviam o granito alteraram-se ainda mais rapidamente, favorecendo a formação de uma frente de alteração basal que levou à exumação do relevo granítico. Esta exumação foi feita através da remoção do manto de alteração (anteriormente constituído) nos períodos áridos do Paleogênico – Neogênico, aproximadamente 65 a 10 Ma.


Referências
Dos barrocais ao Inselberg Granítico de Monsanto


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O circulo de fogo do pacifico

Circulo de fogo do pacifico
Neste artigo, falaremos de uma área que vive em constante instabilidade sobretudo por ser o local onde acontece grande parte da atividade vulcânica e dos abalos sísmicos mais fortes do mundo. Se você pensou em Terremotos acertou! Os terremotos são tremores de terra localizados nas bordas das placas tectônicas. Os limites das placas e a localização dos terremotos e vulcões coincidem e se concentram em volta do oceano Pacífico (por isto esta região é chamada de Círculo de Fogo do Pacífico). 
O Círculo de Fogo do Pacífico tem a forma de ferradura, com 40.000 km de extensão e está associado com uma série quase contínua de trincheiras oceânicas, arcos vulcânicos, e cinturões de vulcões ou movimentos de placas tectônicas. O local tem cerca de 452 vulcões, são os tipos de vulcões mais destruidores chamados de vulcões "assassinos" e é o lar de mais de 75% dos vulcões ativos e latentes do mundo. 
Somente o Japão responde por cerca de 20% dos tremores de magnitude igual ou superior a 6 registrados na Terra. Em média, os sismógrafos captam algum tipo de abalo no Círculo de Fogo a cada cinco minutos.



VEJA UM POUCO DO CIRCULO DE FOGO NESTE VÍDEO





PUBLICADO POR J.R.OLIVEIRA EM GEOLOGIA

Quer contribuir com este blog? então envie um texto de sua autoria abordando algum tema contemplando algumas das áreas aqui estudadas.
contatoobshistoricogeo@gmail.com
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As montanhas coloridas do Parque Geológico Zhangye Danxia na província de Gansu na China

Foto Reprodução

O Parque Geológico Zhangye Danxia na província de Gansu, no norte da China chama a atenção por suas incríveis montanhas coloridas, devido aos constantes depósitos de minerais nas camadas rochosas. 
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Cada vez mais perto de encontrar vida fora da terra: Nasa encontra gás metano em Marte


Olá pessoal, hoje vamos falar um pouco de uma descoberta feita por um robô da NASA que detectou regulares emanações do gás metano no planeta vermelho. O que chama atenção nesta noticia é que o metano é um gás que, na terra é gerado sobretudo por seres vivos ou a partir de materiais derivados deste. O que não se sabe ainda qual a fonte de emissão dessa substância em Marte.
Para se ter ideia a sonda passou 20 meses colhendo dados na cratera de Gale. Lá, detectou, inicialmente, um nível baixo de metano: cerca da metade do que esperavam encontrar. Mas, depois, vieram as surpresas. Segundo Christ Webster, cientista do Jet Propulsion Laboratory e um dos autores de um artigo sobre o tema, que será publicado na prestigiada revistaScience, esse gás “registra picos nos quais é multiplicado em dez vezes e por mais de 60 dias. Esses resultados sugerem que o metano é produzido ocasionalmente ou escapa do solo nas proximidades da cratera de Gale”.
A maior parte do metano atmosférico da Terra provém da vida animal e vegetal e do meio ambiente. As principais fontes de emissão são os processos de decomposição da matéria orgânica nas grandes áreas de cultivo de arroz, o processo digestivo de animais ruminantes, como as vacas, os incêndios em florestas tropicais e savanas, a atividade de micróbios no esgoto e fugas esporádicas das acumulações de hidrocarbonetos, como o petróleo, gás e carvão.
Embora as elevações desse gás no planeta vermelho também possam ter uma causa distinta, como fontes geológicas, impactos de cometas ou alguma origem desconhecida, a descoberta do Curiosity reforça a inquietude sobre a possível existência passada ou presente de vida microbiana em Marte. Se você tem alguma sugestão de tema ou quer enviar um de seus textos para exibirmos aqui no blog envie um email para: obshistoricogeo@outlook.com 

Fonte da noticia : Clarín
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Geólogos descobrem substância orgânica em meteorito de Marte

Um grupo de cientistas liderado por geólogos chineses descobriu uma substância orgânica, semelhante ao carvão, em um meteorito procedente de Marte, informou  o diário South China Morning Post.
A descoberta, publicada no mais recente número da revista científica Meteoritics and Planetary Science, apresenta novas evidências sobre a possibilidade de existir algum tipo de atividade biológica no planeta vermelho.
creditos:ebc
Os investigadores encontraram vestígios de materiais orgânicos juntamente com elementos químicos como azoto, enxofre e fósforo, com estrutura semelhante à do carvão existente na Terra.
Essas substâncias foram encontradas no meteorito Tissint, que deve ter se separado de Marte há 700 mil anos, após a colisão de um asteroide.
O Tissint caiu como uma bola de fogo em Marrocos, em julho de 2011, e, após meses de observação e análise dos fragmentos que o compunham, um grupo internacional de cientistas determinou que era procedente do planeta vizinho.

Um dos autores do estudo, Zhang Jianchao, físico do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências, explicou que a sua equipe acredita que a substância similar ao carvão venha de Marte, em declarações ao South China Morning Post, jornal em língua inglesa publicado em Hong Kong.
Fonte: Terra
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Os agentes modeladores ou modificadores do relevo

Principais: montanhas, planaltos, planícies e depressões.

O relevo é o resultado da ação das forças endógenas (agentes internos) e exógenas (agentes externos) que agiram e agem no decorrer dos anos e das eras geológicas. Essas forças são chamadas agentes do relevo. Quando essas forças ou agentes agem de dentro para fora da Terra, são denominados agentes formadores internos (endógenos), como o tectonismo, o vulcanismo e os abalos sísmicos. Quando ocorrem da atmosfera para a litosfera, isto é, na superfície, temos os agentes modeladores externos (exógenos) do relevo, como: as chuvas (ação pluviométrica), o gelo (ação glacial), mares (ação marítima), rios (ação fluviométrica ou hidrométrica), animais e vegetais (ação biológica, o intemperismo), e o próprio homem (ação antrópica) que altera (construindo e/ou reconstruindo e/ou destruindo) a superfície do planeta.


Intemperismo

Meteorização ou intemperismo é um conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas provocando sua desintegração ou decomposição.
A rocha decomposta transforma-se num material chamado manto ou regolito, um resíduo que repousa sobre a rocha matriz, sem ter ainda se transformado em solo.
As rochas podem partir-se sem que se altere sua composição: é a desintegração física ou mecânica. Nos desertos, as variações de temperatura entre os dias e as noites chegam ao ponto de partir as rochas.
Nas zonas frias, a água que se infiltra na rachadura das rochas pode congelar, se dilatar e partir a rocha, num processo denominado gelivação. O intemperismo químico acontece quando a água, ou as substâncias nela dissolvidas, reage com os componentes das rochas. Nesse processo, as rochas modificam sua estrutura química, sendo mais facilmente erodidas, com o material sendo levado pelos agentes de transporte (vento, chuva, rios).
O oxigênio que existe na água oxida os minerais que contêm ferro e forma sobre as rochas o que costumamos chamar de ferrugem. A ação da água sobre o granito, por exemplo, o converte em quartzo e argilas.
Ação das águas das chuvas. Quando as chuvas caem sobre a Terra, suas águas podem seguir três caminhos: evaporar-se, indo para a atmosfera; infiltrar-se no solo para dentro do lençol freático; e escorrer pela superfície da Terra, sob a forma de enxurradas e torrentes. São um dos mais eficazes agentes de erosão, muitas vezes causando deslizamentos.


Agentes internos

Tectonismo

Os movimentos tectônicos resultam de pressões, vindas do interior da Terra e que agem na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos e baixamentos. Os movimentos resultantes de pressão vertical são chamados epirogenéticos. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. Esses movimentos ocasionados por pressão horizontal são chamados orogenéticos.
O diastrofismo (distorção) caracteriza-se por movimentos lentos e prolongados que acontecem no interior da crosta terrestre, produzindo deformações nas rochas. Esse movimento pode ocorrer na forma vertical (epirogênese) ou na horizontal (orogênese).
A epirogênese ou falhamento consiste em movimentos verticais que provocam pressão sobre as camadas rochosas resistentes e de pouca plasticidade, causando rebaixamentos ou soerguimentos da crosta continental. São movimentos lentos que não podem ser observados de forma direta, pois requerem milhares de anos para que ocorram.
A orogênese ou dobramento caracteriza-se por movimentos horizontais de grande intensidade que correspondem aos deslocamentos da crosta terrestre. Quando tais pressões são exercidas em rochas maleáveis, surgem os dobramentos, que dão origem às cordilheiras. Os Alpes e o Himalaia, dentre outras, originam-se dos movimentos orogênicos. A orogênese também é responsável pelos terremotos e maremotos.

Vulcanismo

Chama-se vulcanismo as diversas formas pelas quais o magma do interior da Terra chega até a superfície. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos (lavas, material piroclástico e fumarolas). Esses materiais acumulam-se num depósito sob o vulcão até que a pressão gerada faça com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem. O relevo vulcânico caracteriza-se pela rapidez com que se forma e com que pode ser destruído.
Localização dos vulcões: A maioria dos vulcões da Terra está concentrada em duas áreas principais: Círculo de Fogo do Pacífico: desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas, onde se concentram 80% dos vulcões da superfície.
Outras localizações: América Central, Antilhas, Açores, Cabo Verde, Mediterrâneo e Cáucaso.

Abalos sísmicos ou terremotos

O terremoto ou sismo se ocorre devido aos movimentos convectivos que ocorrem na astenosfera. Esses movimentos forçam as placas tectônicas da litosfera (camada rochosa) movendo-as, como resultado as placas podem se chocar (formando bordas convergentes), se separar (formando bordas divergentes) ou deslizar (formando bordas transformantes). O terremoto é resultado do alívio da pressão que existe entre essas placas gerando, desta maneira, uma vibração. Essa vibração propaga-se através das rochas pelas ondas sísmicas. O ponto do interior da Terra onde é gerado o sismo é designado por hipocentro ou foco enquanto que o epicentro é o ponto da superfície terrestre. Os sismógrafos são os aparelhos que detectam e medem as ondas sísmicas. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Mercalli Modificada, que mede os danos causados pelo sismo.

Agentes externos:

Os agentes externos modificam o relevo, estes são: as águas do mar, dos rios e das chuvas, o gelo, o vento e o homem, causando a erosão marinha, erosão fluvial, erosão pluvial, erosão glacial, erosão eólica e erosão antrópica.Eles agridem a superfície terrestre fazendo dela formatos e tamanhos diferentes.

As geleiras

Em algumas zonas de clima muito frio, a neve não derrete durante o verão. O peso das camadas de neve acumuladas durante invernos seguidos acaba por transformá-la em gelo. Quando essa enorme massa de gelo se desloca, corre como um poderoso rio de gelo. As geleiras realizam um trabalho de erosão nas rochas que as cercam, formando vales em forma de U. Os sedimentos transportados pelas geleiras são chamados morenas ou morainas.

Rios, os grandes construtores

A união de várias correntes acaba formando os rios, que são correntes de água com leito definido e vazão regular. A vazão pode sofrer mudanças ao longo do ano. Essas mudanças devem-se tanto a estiagens prolongadas quanto a cheias excepcionais, às vezes com efeitos catastróficos sobre as populações e os campos.
Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito, que pode sofrer variações ao longo do percurso.
Em seu curso, os rios realizam três trabalhos essenciais para a construção e modificação do relevo:
  • Erosão, ou seja, escavação dos leitos. Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito;
  • Transporte dos sedimentos, os chamados aluviões;
  • Sedimentação, quando há a formação de planícies e deltas.
Podemos dividir o caminho que o rio percorre da nascente até a foz em três porções que podem ser comparadas com as três fases da vida humana: alto curso, equipara-se à juventude; o curso médio equivale à maturidade; e o baixo curso, à velhice.
Alto Curso: O curso superior do rio é sua parte mais inclinada, onde o poder erosivo e de transporte de sedimentos é muito intenso. A força das águas escava vales em forma de V. Se as rochas do terreno são muito resistentes, o rio circula por elas, formando gargantas ou desfiladeiros.
Curso médio: No curso médio do rio, a inclinação se suaviza e as águas ficam mais tranquilas. Sua capacidade de transporte diminui e começa a depositar os sedimentos que não pode mais transportar.
Na época das cheias, o rio transborda, depositando nas margens grande quantidade de aluviões. Nessas regiões formam-se grandes planícies sedimentares, onde o rio descreve amplas curvas, chamadas meandros. A sedimentação é um processo muito importante para a humanidade. Culturas antigas, como as do Egito, Mesopotâmia e Índia, são relacionadas à fertilidade dos sedimentos depositados por rios.
Baixo Curso: O curso inferior do rio corresponde às zonas próximas de sua foz. A inclinação do terreno torna-se quase nula e há muito pouca erosão e quase nenhum transporte. O vale alarga-se e o rio corre sobre os sedimentos depositados.
A foz pode estar livre de sedimentação ou podem surgir aí acumulações de aluviões que dificultam a saída da água. No primeiro caso, recebe o nome de estuário e no segundo, formam-se os deltas.

Abrasão marinha

A ação das águas do mar
O que é? O mar exerce um duplo trabalho nos litorais dos continentes. É um agente erosivo, que desgasta as costas em um trabalho incessante de destruição chamado abrasão marinha. As águas dos mares e oceanos desgastam e destroem as rochas da costa mediante três movimentos: as ondas, as marés e as correntes marítimas. Ao mesmo tempo, o vaivém de suas águas traz sedimentos que são depositados nos litorais, realizando um trabalho de acumulação marinha.
A ação contínua das ondas do mar ataca a base, os paredões rochosos do litoral, causando o desmoronamento de blocos de rochas e o conseqüente afastamento do paredão.
Esse processo dá origem a costas altas denominadas falésias. Algumas falésias são cristalinas, como as de Torres, no Rio Grande do Sul. No Nordeste do Brasil, encontramos falésias formadas por rochas sedimentares denominadas barreiras.
Ação das ondas
Quando a costa é formada por rochas de diferentes durezas, formam-se reentrâncias (baías ou enseadas) e saliências no lado escarpado, de acordo com a resistência dessas rochas à erosão marinha. A ação da água do mar pode transformar uma saliência rochosa do continente em uma ilhota costeira.
Se um banco de areia se depositar entre a costa e uma ilha costeira, esta pode unir-se ao continente, formando então um tômbolo. Caso um banco de areia se deposite de modo paralelo à linha da costa, fechando uma praia ou enseada, poderá formar uma restinga e uma lagoa litorânea.
As praias são depósitos de areia ou cascalho que se originam nas áreas abrigadas da costa, onde as correntes litorâneas exercem menos força. Quando o depósito de areia se acomoda paralelamente à costa, formam-se as barras ou bancos de areia.

Ação dos ventos

O vento é o agente com menor poder erosivo, pois só pode mover partículas pequenas e próximas do solo. Estas pequenas partículas são chamadas de sedimentos. Ainda assim, ele transporta partículas finas a centenas de quilômetros de seu lugar de origem. A ação erosiva do vento, que atinge o ponto máximo nas zonas desérticas, secas e de vegetação escassa, também contribui para a destruição do relevo da Terra. O vento desprende as partículas soltas das rochas e vai polindo-as até transformá-las em grãos de areia.
A erosão eólica tem dois mecanismos diferentes:
A deflação, que é a ação direta do vento sobre as rochas, retirando delas as partículas soltas;
A corrosão, que é o ataque do vento carregado de partículas em suspensão, desgastando não só as rochas como as próprias partículas.
O trabalho de movimentação da indumentrologia nuclear pode ser transferida involuntariamente pela areia até depositá-la nas praias e nos desertos, onde pode formar grandes acumulações móveis conhecidas como dunas. São enormes montes de areia acumulada pelo vento e que mudam freqüentemente de lugar.
As dunas são elevações móveis de areia, em forma de montes. Em uma duna podem ser distinguidas duas partes: uma área de aclive suave ou barlavento, pela qual a areia é empurrada, e uma área de declive abrupto ou sotavento, por onde a areia rola ao cair.
As dunas deslocam-se a velocidades que podem ultrapassar 15 metros por ano. Quando o avanço das dunas ameaça as populações humanas ou a plantação, colocam-se obstáculos, tais como estacas, muros ou arbustos, para detê-las.
Os ventos atuam, em especial, no litoral e no deserto, agindo constantemente na formação e transformação do relevo, essa é denominada de erosão eólica, um exemplo comum são as dunas formadas parcialmente de sedimentos.
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Referências
Geologia geral 
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AS FORMAÇÕES ROCHOSAS DO LAJEDO DO PAI MATEUS

Em pleno Cariri Paraibano, o Lajedo do Pai Mateus surge como uma paisagem única e com formações rochosas peculiares. O local fica a 20 quilômetros de Cabaceiras, uma pequena cidade apelidada carinhosamente de “Roliúde Nordestina”, por ter servido de cenário para mais de 40 filmes brasileiros entre eles está a famosa comédia "O auto da Compadecida". Mas voltando as formações naturais o Lajedo é uma imensa elevação rochosa com o topo plano, surpreende pelos seus dois quilômetros de extensão. 
Foto:Faryd Maracaja

  
Nele estão enormes rochas arredondadas formadas por granito que parecem ter sido colocadas uma por uma no solo, nos levando para outra dimensão. É um verdadeiro mar de "bolas de pedras" com características geológicas somente encontradas no Outback australiano, nas montanhas Erongo, na Namíbia e na região de Hoggar na Argélia.
Segundo estudos a formação rochosa peculiar é fruto do desgaste do solo ao longo de milhões de anos, em função de fissuras naturais e grandes variações de temperatura. Em algumas rochas são encontradas pinturas rupestres atribuídas aos índios cariris, que viveram na região há cerca de 12 mil anos.
O acesso é feito por estrada de terra, vindo por Cabaceiras ou pela estrada de acesso Campina Grande/João Pessoa.


Foto:Faryd Maracajá


Foto: Faryd Maracajá


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Erupção vulcânica é filmada por um drone

Apesar de estarem cada vez mais populares, os drones, pequenas aeronaves não tripuladas, ainda não são assim tão familiares ao público. No Brasil, são conhecidos também pela sigla VANT (veículo aéreo não tripulado), mas o apelido norte-americano tem tido mais sucesso em se espalhar pelos noticiários.

Os aviõezinhos são controlados remotamente, como se fossem aqueles aeromodelos do seu primo, e já saíram do cotidiano militar, onde surgiram, para cenários mais populares, aparecendo até mesmo em jogos como Call of Duty e Battlefield, além de filmes e séries: Stargate SG-1, Dark Angel, Stealth, Fours Lions, The Bourne Legacy

Originalmente, os drones tinham como objetivo permitir que soldados vigiassem ou até mesmo atacassem determinada região de uma forma menos perigosa – afinal, o máximo que poderia acontecer com uma aeronave não tripulada seria ela ser abatida em combate, mas a vida de nenhum militar seria perdida. Seguindo esta linha de pensamento uma dessas mini aeronaves foi utilizada para filmar um vulcão em erupção veja no video.



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Cinco terremotos de até 5,1 graus na escala Richter são registrados no CE

Entre o domingo (19) e a segunda-feira (20), de acordo com o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) Cinco tremores de terra foram registrados na costa marítima do Ceará em menos de 40 horas Os cinco tremores ocorreram na cordilheira meso-oceânica, a aproximadamente 1.270 quilômetros ao norte da costa cearense.
Epcientro do terremo, marcado em amarelo,
ocorreu a 1,2 mil quilômetros do litoral cearense
(Foto: LabSis/Divulgação)

Segundo o laboratório, na segunda-feira os terremotos ocorreram às 13h22 e 15h53, como 4,9 e 5,1 graus na escala Richter, respectivamente. Já no domingo, as ocorrências foram registradas às 19h51, 20h06 e 23h56, com 4,9, 4,9 e 4,8 graus na escala Richter, respectivamente. De acordo om os pesquisadores do LabSis, é impossível prever como será a evolução da sismicidade nessa parte da cordilheira meso-oceânica nos próximos dias.
Ainda de acordo com o órgão, os efeitos do tremor não foram percebidos em terra devido à distância até o epicentro do sismo, de mais de 1,2 mil quilômetros.
Fonte:G1
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A incrível Caverna de gelo no Parque Nacional da Islândia

No Parque Nacional Vatnajokull, o maior da Islândia e de toda a Europa, estão as incríveis e enormes cavernas de gelo azuis cristalinas. Fundado em 2008, o lugar também tem belas cachoeiras como as Skaftafell e Jokulsárgljúfur. São 12 mil km², o equivalente a 12% do território da Islândia. Lá está a maior montanha do país, a maior geleira e a cachoeira que tem a maior força das águas da Europa. O local abriga as terras férteis da nação e tem um enorme histórico de enchentes, que ocorrem quando os vulcões sob a principal geleira entram em atividade e causam o derretimento parcial do gelo do parque. O lugar tinha fazendas, que hoje se encontram abandonadas devido às enchentes. Os fazendeiros saíram da planície alagável e mudaram-se para regiões mais altas na proximidade.


O maior atrativo da região





A região onde esta localizado o parque, é a que menos recebe chuvas durante o ano e esta na mesma altitude do nível do mar. O território é marcado por planícies, montanhas, rios, cachoeiras e até áreas com areia movediça, mas o que realmente atrai os turistas do mundo todo é a pitoresca caverna de gelo. 
As trilhas são bem demarcadas para subir o local e alcançar a geleira que fica em uma colina com 600 metros de altura por um caminho percorrido por cerca de duas horas. Durante a trilha pode-se observar grandes colunas naturais emolduradas de blocos de basaltos ao redor da cachoeira. São poucas as opções de guias autorizados a fazer o trajeto até a caverna.
É expressamente proibido que qualquer um chegue até lá desacompanhado de um guia local, já que o local oferece mais riscos de morte do que se imagina. Na caverna, muitos cientistas acreditam que algumas espécies de micróbios adaptadas as condições climáticas extremas vivam lá. Esses microrganismos seriam capazes de habitar lugares inóspitos como Júpiter, por exemplo, o que leva acreditar que existam colônias deles fora do nosso planeta. Abaixo você confere algumas fotografias registradas por Rob Lott, que diz que em alguns momentos da visita à caverna, foi possível ouvir ruídos semelhantes a rachaduras no teto sobre a cabeça dele.

Fonte Referencial

CARDOSO, T. A incrível Caverna de gelo no Parque Nacional da Islândia. Ciências e Tecnologia. Diponível em:https://cienciasetecnologia.com/caverna-de-gelo-na-islandia/. Acesso em: 9 Oct 2014
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A primeira expedição do mundo a adentrar a Porta do Inferno, localizada no Turcomenistão

O explorador canadense George Kourounis tornou-se a primeira pessoa a sondar no ano passado, as profundezas ardentes da porta do inferno.
Em novembro de 2013, George Kourounis, em parceria com aNational Geographic e a empresa de viagens Kensington Tours, tornou-se a primeira pessoa a chegar ao fundo da cratera, por todos os seus 69 metros de largura e 30 metros de profundidade, no deserto ao norte do Turcomenistão.

Apelidada de Porta do Inferno, a Cratera de Darvasa foi criada há quatro décadas, quando uma sonda de perfuração Soviética provocou um desmoronamento.
Os detalhes não são claros quanto ao que realmente aconteceu, mas acredita-se que os cientistas soviéticos incendiaram a plataforma para queimar os gases nocivos que foram liberados após o colapso, mas subestimaram a quantidade de gás natural que existia abaixo da superfície. De acordo com a National Geographic, o Turcomenistão (ou Turquemenistão) tem a sexta maior reserva de gás natural do mundo, e este fator provavelmente levou à criação deste grande buraco de fogo no chão.
Além de ir a um lugar que ninguém nunca foi antes, a missão da Kourounis era coletar amostras de solo a partir do chão da cratera para determinar se a vida realmente pode sobreviver naquelas condições. Se sim, a pesquisa poderia ter grandes implicações na perspectiva de encontrar vida em condições extremamente duras, em outros planetas.
Christina Nunez, do National Geographic, entrevistou Kourounis sobre sua missão que pretende descobrir que a preparação não envolve só seus 18 meses de treinamento. Há também um traje refletor de calor, equipamento de respiração autossuficiente, e uma cadeira de Kevlar antiderretimento toda equipada. Ele chegou ao ponto de contratar um coordenador de dublês de Hollywood para treinar a andar próximo às chamas sem entrar em pânico e saber como contornar a situação com calma.
Korounis relatou para Nunez a sensação de entrar pela primeira vez na cratera que é um dos fenômenos naturais mais estranhos do mundo. “Quando você olha pela primeira vez a cratera, é como se ela tivesse saído de um filme de ficção científica. Você tem este vasto deserto com quase nada lá, e de repente surge esta cratera em chamas escancaradas”, disse.
O calor que ela emite é ardente, o brilho das faíscas que giram em torno do ar no local é simplesmente fantástico de se assistir, e quando você está a favor do vento, você recebe esta onda de calor que é tão intensa que você não pode sequer olhar diretamente para o vento. Você tem que proteger o seu rosto com a mão, ao ficar em pé na borda da cratera. Nessa hora eu pensei: ‘Ok, talvez eu tenha mordido além do que eu podia mastigar’", finalizou Korounis.
Os cientistas ainda estão analisando as amostras para encontrar vida microbiana, pois a região é rica em metano. Apesar de não ter encontrado nenhuma vida no fundo, a equipe está feliz por ter identificado bactérias que vivem na borda inferior. E, a coisa mais interessante, é que essas bactérias não foram encontradas em nenhum local nas proximidades da cratera no deserto, apenas na parte interna.
A descoberta torna-se animadora para astrônomos que buscam vida fora do Sistema Solar e que, muitas vezes, ignoram planetas que possuem temperatura muito elevada.
Fonte: ScienceAlert Foto: Reprodução / NationalGeographic
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O gelo da Groenlândia está ficando cinza

Em vez de uma camada branca de gelo o atual cenário de algumas geleiras na Groenlândia foge a realidade. Conhecido como “Neve Negra”, o fenômeno se encontra em seu pior momento e a sua consequência pode ser devastadora.
Assim como uma camiseta preta assimila mais calor, o mesmo acontece com a geleira. O problema, no entanto, é que isso significa um processo de derretimento maior. Em busca de uma resposta para tal fato, Jason Box, professor da Geological Survey of Denmark and Greenland foi até lá estudar a região.

Sua justificativa do fenômeno é um combinado de fatores: tempestades de verão, ventos de areia, atividade de micróbios e fuligem de incêndios florestais. Outra resposta é que isso é mais uma consequência desconhecida do aquecimento global. O pesquisador usou de exemplo os buracos da Sibéria e as bolhas de metano para reforçar sua segunda probabilidade. 
“Eu fiquei simplesmente assustado”, afirma o geólogo ao site Slate. No ano de 2014, as geleiras se encontram mais negras do que nunca. “O lençol escuro ficou 5,6% mais negro, produzindo uma absorção de energia equivalente ao dobro do consumo elétrico norte-americano anual”, contou Box.
NUNCA ESTIVERAM TÃO NEGRAS NA HISTÓRIA (FOTO: REPRODUÇÃO/JASONBOX)


2014 também foi o ano de maior número de incêndios florestais dos últimos no Ártico. O geólogo calculou que isso vem acontecendo duas vezes mais do que na última década. Somente no Canadá, mais de 3.3 milhões de hectares pegaram fogo este ano. Para Box, isso “está indo para as geleiras da Groenlândia”.

Segundo o cientista da Nasa Douglas Morton, isso é um grande problema: “Ter tantoscasos de incêndios assim é um grande evento na vida do nosso planeta”. O desafio de Jason Box, no entanto, é descobrir o que é poeira das queimadas e o que é oriundo de fábricas.

Com um uma mensagem postada em sua rede social com a seguinte frase: “Se apenas uma pequena fração do carbono do Oceano Ártico for liberado para a atmosfera, nós estaremos fod#%&”.

Depois disso, inspirada em seu post, uma petição online conseguiu mais de dois milhões de assinaturas para a organização ativista Avaaz. A intenção da comoção é conseguir enviar seus “líderes” para o encontro sobre aquecimento global que acontecerá no dia 21 de setembro, em Nova York.

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Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Não é sempre que você pode conhecer um grande deserto banhado pelo mar no período da seca ou uma das paisagens mais insólitas com extensas formações de dunas e lagoas de água doce após as chuvas. É uma formação geológica rara e única no Brasil, como se fosse uma obra de arte itinerante que muda todo o ano ao bel-prazer dos ventos.
O parque nacional dos Lençóis Maranhense é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região nordeste do estado do Maranhão. O território do parque, com uma área de 156 584 ha, está distribuído pelos municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão.  Inserido no bioma costeiro marinho, o parque é um exponente dos ecossistemas de mangue, restinga e dunas, associando ventos fortes e chuvas regulares. Sua grande beleza cênica, aliada aos passeios pelos campos de dunas e à possibilidade de banhar-se nas lagoas, atraem turistas de todo o mundo, que visitam o parque durante o ano inteiro.
A sede do parque está a cerca de 260 km da capital do estado, São Luís, às margens do rio Preguiças. Entre maio e agosto, as lagoas estão cheias e a paisagem, em plenitude. Em setembro, elas começam a secar. Na última semana de julho, acontece a Vaquejada, com shows folclóricos. Em agosto, estrangeiros desembarcam em peso por lá.

GEOLOGIA

A posição intracratônica do Meio-Norte (Maranhão-Piauí) favoreceu a formação de uma estrutura geológica sedimentar, constituindo vasta bacia cuja gênese está ligada às transgressões e regressões marinhas, combinadas com movimentos subsidentes e arqueamentos ocorridos desde o início do Paleozóico ao final do Mesozóico (Atlas do Estado do Maranhão, 1984). Durante os movimentos negativos eram depositados sedimentos marinhos, acumulando-se arenitos, folhedos e calcários, enquanto que durante os movimentos epirogenéticos positivos depositaram-se sedimentos basálticos de origem continental.
No período Juro-Cretáceo ocorreram atividades ígnea de certa importância. Durante esse período movimentos tectônicos provocaram a formação de um "horst" de direção aproximada leste-oeste, denominada Cerco Ferrer-Urbano Santos, responsável pelos afloramentos de rochas pré-cambrianas, mais importantes na área do Gurupi, e pela fragmentação da grande bacia sedimentar, dando origem às bacias epicontinentais de São Luís e Barreirinhas (Atlas do Estado do Maranhão, 1984). A bacia de Barreirinhas limita-se a oeste pelo "horst" de Rosário que separa a bacia de São Luís, seu limite sul é o Arco Ferrer-Urbano Santos, estendendo-se em seguida para o oceano. Sua espessura máxima é de 7000 m e ocupa uma área de 85.000 km2 dos quais 75.000 são submersos.
O quaternário (Holoceno) é representado pelos depósitos litorâneos marinhos e depósitos eólicos, muito extensos na região de Barreirinhas-Humberto de Campos e por aluviões flúvio-marinhos do Golfão Maranhense e do estuário do rio Turiaçu.

Referências
Imagem: Wikipédia
http://www.ib.usp.br/limnologia/Lencois/Regiao/geologia.htm
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